Deseja mudar a cultura da igreja? Capacite as mulheres
A questão de gênero pode manter cerca de 70 por centro da membresia mundial
da Igreja Adventista fora de muitas posições de liderança, mas aqui no sul do
México a mudança nessa tradição está transformando muitas
igrejas.
Conquanto não sejam ordenadas como tais, muitas mulheres estão
servindo como anciãs em sua igreja local -- um ato que os líderes da Igreja
dizem que não seria possível há questão de uma década.
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Temos que aceitar que Deus tem um propósito para nós. O que estamos
tentando fazer é tornar as mulheres cientes de sua importância e de que são
valorizadas, e exercer essa liderança.
Lupita Arenas,
diretora dos Ministérios da Mulher para a Igreja no norte de Chiapas |
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Embora a criação
dos Ministérios da Mulher em algumas congregações adventistas tenha concedido às
mulheres oportunidades para liderança e auto-desenvolvimento, os dirigentes da
Igreja dizem que perceberam que outras mudanças muitas vezes acompanham a adição
de um novo ministério.
"Esta igreja não costumava ser tão amistosa",
declara Rocio Perez, membro da Igreja Adventista Central de Juarez. "Os membros
eram pouco ativos e não pareciam interessar-se uns pelos outros, mas agora
sentem-se mais ligados. Há mais interesse e preocupação".
Um fator-chave
é superar a costumeira timidez na cultura local. "Tem sido comum em nossas
igrejas que as mulheres adultas não falem em público", declara Marbella
Ascencio, de 38 anos, uma das três anciãs na Igreja. As líderes femininas tratam
de questões várias em reuniões de desjejum e oração, conduzindo estudos bíblicos
de relatos em que mulheres desempenharam um papel na liderança da
Igreja.
"Temos observado uma mudança", declara Ascencio. "Agora vemos um
grupo mais dedicado de mulheres".
O programa de Ministérios da Mulher foi
originalmente lançado na sede mundial denominacional em 1898 por Sarepta Myranda
Irish Henry. Ela faleceu dois anos depois e o departamento foi desativado. O
ministério não foi restabelecido senão em 1995. Os dirigentes da Igreja aqui
dizem que começaram a notar seus efeitos logo depois.
Lupita Arenas,
diretora dos Ministérios da Mulher para a Igreja no norte de Chiapas, diz que os
homens na Igreja agora vêem as mulheres sob um ângulo diferente. "Agora
mostram-se cientes de que aquelas senhoras são capazes de liderar e ensinar",
ela diz. "Temos que aceitar que Deus tem um propósito para nós. O que estamos
tentando fazer é tornar as mulheres cientes de sua importância e de que são
valorizadas, e exercer essa liderança".
Arenas diz que o ministério
também ajuda as mulheres a se matricularem em programas de alfabetização. O
índice de analfabetismo é de cerca de 20 por cento entre a população local,
sendo ainda mais elevada entre as mulheres, ela diz.
Nelly del Carmen
Gomes, de 53 anos, que assiste na Igreja Adventista Central de Juarez, diz que a
maioria das mulheres na área são marginalizadas porque muitas são obrigadas a
trabalhar em casa, tornando a educação impossível, mesmo quando há uma escola no
prédio vizinho.
"Quando eu tinha seis anos de idade estava plenamente
envolvida em trabalhos domésticos", recorda Gómez. Agora ela incentiva outras
mulheres a se valerem da educação disponível. "Obter um diploma é uma forma de
afirmar a auto-estima e crescer como pessoa".
Dulce Valdez é testemunha
viva do que os Ministérios da Mulher estão realizando para as igrejas
adventistas. Originalmente de Sonora, no norte mexicano, ela veio a Chiapas para
apoiar o marido.
"Quando me pediram para ser uma líder fiquei surpresa",
diz ela, lembrando que não contava com muita experiência. Valdez agora organiza
300 mulheres todo mês para os Ministérios da Mulher.
"Você está
trabalhando até mais duro do que o seu marido", Arenas, a líder regional dos
Ministérios da Mulher lhe diz.
Conheça o site do Ministério da Mulher da Associação Geral
-- reportagem adicional de Raul
Lozano

June 24, 2008 Juarez, Chiapas, Mexico - Ansel Oliver/ANN
Fonte: Rede Adventista de Notícias
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