É 'crítico' para as nações reafirmarem a liberdade religiosa,
declara legislador dos EUA em evento anual de liberdade religiosa
Pr. Mikhail Kulakov, que dirigiu igrejas subterrâneas na Rússia, recebe honraria
por Realizações Vitalícias
Os padrões internacionais de liberdade religiosa devem ser reforçados,
declarou um legislador do congresso dos EUA ontem num discurso que assinalou 10
anos desde que os Estados Unidos aprovaram a Lei de Liberdade Religiosa,
reconhecendo a importância da liberdade de crença na política externa.
"É
crítico que outras nações se unam a nós em reafirmar esse direito humano
fundamental e se empenhem pela liberdade de todas as pessoas em escolher suas
crenças religiosas", disse Trent Franks, representante do Congresso dos EUA do
Estado do Arizona e co-diretor da Subcomissão Congregacional de Liberdade
Religiosa.
Falando a proponentes de liberdade religiosa em Washington,
D.C. em 12 de junho, Franks falou a funcionários do Congresso, embaixadores
estrangeiros e membros da Associação Norte-Americana de Liberdade Religiosa
qualificando o seu trabalho de "absolutamente crítico" numa época em que mais da
metade da população mundial vive em países sem "verdadeira liberdade
religiosa".
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Temos nos encontrado com embaixadores de nações
que têm excluído os adventistas e temos tido algumas conversações muito
produtivas e concretas. Os embaixadores de uma nação prometeram trabalhar
conosco num país onde não temos sido capazes de atuar por mais de três décadas.
Se conseguirmos voltar lá essa será uma impressionante
conquista.
James Standish, diretor
de Assuntos Legislativos para a Igreja Adventista |
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"Estou convencido de que temos de proteger a liberdade
religiosa aqui em casa de modo a que possamos projetá-la pelo planeta", disse
Franks. Suas declarações faziam parte do discurso principal durante a 6a. Ceia
Anual de Liberdade Religiosa, mantida este ano no Salão Presidencial de Bailes
do Hotel Capital Hilton, a poucos blocos da Casa Branca.
O evento é
mantido pela Associação Internacional de Liberdade Religiosa, Associação
Norte-Americana de Liberdade Religiosa e revista "Liberty" -- três organizações
dedicadas à liberdade religiosa fundadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Os participantes se reuniram com 77 membros do congresso ou funcionários de tal
casa legislativa no edifício do Congresso durante o dia para buscar influenciar
a aprovação de uma lei de liberdade religiosa no local de trabalho, que foi
introduzida em 1996 pelo Senador John Kerry, o orador principal do evento do ano
passado. Entre oradores principais no evento de épocas anteriores contam-se os
senadores John McCain e Hillary Clinton.
"A coisa mais significativa é
que estamos chegando juntos, a comunidade de ONG's, a comunidade diplomática e o
mundo de comunidade confessional, para enfocar a liberdade religiosa numa forma
que raramente é feita nesta cidade e neste mundo", disse James Standish, diretor
de Assuntos Legislativos para a Igreja Adventista.
"Pode-se pensar que
esta é uma mera ceia, mas temos obtido efeitos tangíveis deste evento ao longo
dos anos", declarou Standish. "Temos nos encontrado com embaixadores de nações
que têm excluído os adventistas e temos tido algumas conversações muito
produtivas e concretas. Os embaixadores de uma nação prometeram trabalhar
conosco num país onde não temos sido capazes de atuar por mais de três décadas.
Se conseguirmos voltar lá essa será uma impressionante
conquista".
Durante a ceia, que atraiu cerca de 160 membros da NARLA de
todos os EUA, vários indivíduos foram honrados por sua dedicação à causa da
liberdade religiosa.
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Em meu julgamento, a liberdade
religiosa e a igualdade não têm maiores advogados hoje do que a comunidade
adventista do sétimo dia.
Alan E. Brownstein, que ensina lei
constitucional, lei e religião na Faculdade de Direito da Universidade da
Califórnia |
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Mikhail P. Kulakov Sr., diretor do Instituto de
Tradução Bíblica na Universidade Adventista Zaoksky, na região de Tula, Rússia,
recebeu a honraria de Realização Vitalícia. Nascido em 1927 em Leningrado
(atualmente São Petersburgo), Kulakov foi preso por sua fé e sentenciado a
trabalhos forçados no gulag, e mais tarde exilado no Cazaquistão. Em 1953 ele
começou um periódico subterrâneo para ministros e estabeleceu cursos
não-oficiais para o preparo de ministros. Em 1992, fundou a seção russa da
Associação Internacional de Liberdade Religiosa.
O pai e irmão de Kulakov
foram também presos por sua fé e enviados a campos de trabalhos forçados. "Por
uma razão -- tínhamos um peso no coração, nosso desejo de compartilhar com
outros a beleza de Jesus e o Seu amor e importância de viver pela fé neste
mundo".
"Esses são homens e mulheres de caráter e substância", disse mais
tarde Standish a respeito de Kulakov e outros que foram homenageados no evento,
inclusive Carl Wilkens, o ex-diretor da Agência Adventista de Desenvolvimento e
Recursos Assistenciais em Ruanda. Ele foi o único funcionário americano da
agência que permaneceu em Ruanda durante o genocídio de 1994 e é creditado por
ter salvo centenas de vidas em Kigali.
"Em meu julgamento, a liberdade
religiosa e a igualdade não têm maiores advogados hoje do que a comunidade
adventista do sétimo dia", declarou Alan E. Brownstein, que ensina lei
constitucional, lei e religião na Faculdade de Direito da Universidade da
Califórnia. Brownstein foi homenageado pela NARLA por seu trabalho de pesquisa
relativa a questões de Igreja e Estado.
"Não conheço nenhuma outra
organização em meu estado natal da Caifórnia que tenha tanta eficácia em reunir
comunidades religiosas para trabalhar pela liberdade religiosa para todos do que
o Conselho de Estado-Igreja da Igreja Adventista do Sétimo Dia", aduziu
Brownstein.
Dorothy G. Keith, que faz parte da mesa diretora da
NARLA-Oeste, recebeu a Medalha A. T. Jones por seus quase 30 anos de trabalho
para a Igreja Adventista e promoção de liberdade religiosa. Keith serviu como
missionária em Sierra Leone por nove anos, e na Coréia do Sul por três
anos.

June 10, 2008 London, England - Victor Hulbert/ANN Staff
Fonte: Rede Adventista de Notícias
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