Quênia: Adventistas se opõem a proposta de seis dias de trabalho
15 por cento dos funcionários públicos poderiam ser afetados, diz dirigente; campanha pela imprensa e comunidade
Os adventistas do sétimo dia no Quênia estão criticando uma proposta
governamental de um regime de seis dias de trabalho que requereria que
os funcionários públicos trabalhem aos sábados, o dia de repouso
bíblico para os quase 16 milhões de membros globais da denominação.
O ministro de serviço público do Quênia introduziu a proposta após uma
equipe governamental ter examinado um novo modelo de trabalho.
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Conquanto apreciando o zelo do ministro
para levar nossa nação a uma
economia
de 24 horas, somos da opinião que qualquer medida nesse rumo
devia ser sensível
aos direitos fundamentais dados por Deus
a todos os
quenianos.
Paul Muasya, diretor-executivo da União da África
Oriental |
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Dirigentes da Igreja Adventista apelaram ao governo para suspender a
proposta, declarando que requereria que os membros que atuam como
funcionários públicos trabalhem aos sábados, o que se conflitaria com a
garantia constitucional de liberdade religiosa.
"Conquanto apreciando o zelo do ministro para levar nossa nação a uma
economia de 24 horas, somos da opinião que qualquer medida nesse rumo
devia ser sensível aos direitos fundamentais dados por Deus a todos os
quenianos", disse Paul Muasya, diretor-executivo da União da África
Oriental numa declaração durante uma conferência de imprensa em
Nairobi, na semana passada.
Sua declaração inteira também apareceu como publicidade em periódicos nacionais, incluindo o "Daily Nation" e "The Standard".
Dirigentes da Igreja no Quênia disseram que a proposta poderia afetar
15 por cento dos servidores públicos no país. Representantes da União
dos Servidores Públicos do Quênia disseram que aceitariam trabalhar no
sábado se fosse tratado como horas extras, segundo o jornal "Daily
Nation".
Na semana passada, o periódico registrou as palavras do ministro de
Serviço Público Asman Kamama segundo o qual, os funcionários públicos
deveriam parar de ser "conservadores" e "abraçar a mudança". Kamama não
estava disponível para comentários.
A Comissão de Justiça e Compromisso da denominação reuniu-se em 10 de
abril para estabelecer planos opondo-se à proposta do ministro,
declarou Philip Gai, o diretor de comunicação da África Oriental.
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Tencionamos dialogar com o ministro envolvido, realizar campanhas
mediante nossos membros da Igreja que estão no parlamento, e através da
associação de advogados adventistas, reunir-nos com os líderes da união
dos servidores públicos e com a Federação de Empregados do Quênia.
Philip Gai, o diretor de comunicação da África Oriental |
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"Tencionamos dialogar com o ministro envolvido, realizar campanhas
mediante nossos membros da Igreja que estão no parlamento, e através da
associação de advogados adventistas, reunir-nos com os líderes da união
dos servidores públicos e com a Federação de Empregados do Quênia",
declarou Gai. "Também desejamos sensibilizar os membros da Igreja sobre
a situação e lançar seminários sobre liberdade religiosa em todas as
nossas igrejas", ele aduziu.
O Quênia, um país de 37 milhões de pessoas, tem aproximadamente 565.000
adventistas. Os dirigentes denominacionais estimam que tal número salta
para três milhões se forem incluídas as crianças que ainda não
decidiram unir-se à Igreja mediante o batismo.

April 10, 2008 Nairobi, Kenya - Ansel Oliver/ANN
Fonte: Rede Adventista de Notícias
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