No congresso vegetariano pesquisadores fazem a ligação entre regime baseado em vegetais com conservação ambiental
Um regime alimentar vegetariano não protege somente a saúde, mas
também pode ajudar a conservar o meio-ambiente, concluíram dirigentes
mundiais de saúde numa conferência sobre vegetarianismo patrocinada
pela Universidade Loma Linda, da Califórnia, de propriedade adventista
do sétimo dia.
Organizada 25 anos atrás por um grupo de profissionais, na maioria
adventistas, o Congresso Internacional Sobre Nutrição Vegetariana
atraiu mais de 700 participantes este ano. Os adventistas ajudaram a
estabelecer os benefícios de um regime alimentar vegetariano, que antes
de 1950 era visto com ?grande ceticismo?. Eles continuaram a realizar
pesquisas na área do viver saudável, declarou o Dr. Allan Handysides,
diretor do departamento de Ministérios de Saúde da Igreja.
Handysides, que também esteve presente na Conferência Adventista de
Nutrição, realizada em conjunto com o Quinto Congresso Internacional de
Nutrição Vegetariana, declarou que embora o fator saúde inspire muitos
adventistas ao vegetarianismo, outros fatores?entre os quais mudança
ambiental e direitos dos animais?estão agora levando consumidores a
dispensarem os produtos cárneos.
?Estas não são más razões, mas os que se tornam vegetarianos por uma
causa geralmente não têm tanto a motivação de saúde?, declarou
Handysides, explicando que os vegetarianos adventistas provavelmente
também vão exercitar-se regularmente, evitarão substâncias controladas
e beberão bastante água, o que lhes dá uma vantagem no campo da saúde.
Seja qual for a razão, a evidência sugere que consumir espinafre, soja
e outros alimentos de base vegetal pode ser a melhor forma de aderir à
causa ambiental. Os apresentadores disseram que os regimes alimentares
baseados em carne provavelmente não sejam sustentáveis porque poluem o
meio-ambiente e desgasta os recursos naturais.
?As reserves alimentícias têm-se reduzido a níveis baixíssimos?,
declarou Handysides. ?Alimentar a crescente população mundial está se
tornando um enorme problema?. A produção de uma libra de proteína
vegetal (equivalente a 0,454 g) requer um décimo de água e energia
requeridos para produzir um montante igual de proteína vegetal, ele
explicou.
?Seríamos loucos se esperássemos que a inteira população mundial de
súbito abraçasse um regime alimentar vegetariano, mas se pudermos
convencer a maioria a mudar para um regime vegetariano duas vezes por
semana, poderíamos causar um significativo impacto?, argumentou
Handysides. ?E essa é uma meta viável?.
Os apresentadores também debateram os méritos de um regime inteiramente
vegetariano, pelo qual os adeptos dispensam os ovos, o leite, o queijo
e muitas vezes subprodutos animais como gelatina e mel de abelha. Estes
são tipicamente mais magros e têm colesterol mais baixo do que os
vegetarianos, disseram os apresentadores. Contudo, estudos preliminares
indicam que no geral os índices de mortalidade dos completamente
vegetarianos são ligeiramente mais elevados. Handysides suspeita que
alguns vegetarianos totais não fortalecem seus regimes para assegurar
um consumo adequado de vitamina B-12 e cálcio.
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Não se pode simplemente dizer, ?um regime totalmente vegetal é
superior a todas as demais categorias?. O que se pode dizer, contudo, é
que o regime vegetariano é superior a um de consumo de carne?, assegura
ele.
Handysides, compartilhando suas descobertas sobre os benefícios do
chocolate, declarou que uma onça de chocolate escuro? que tem um
conteúdo de cacau puro em proporção de 75 por cento, ou mais
elevado? promove melhor fluxo sanguíneo para o coração e cérebro dos
idosos. Os antioxidantes ?muito protetores? no chocolate estão,
contudo, mascarados em chocolate de leite e outras formas diluídas de
cacau, disse ele.
Cerejas e nozes obtiveram endosso entusiástico dos apresentadores,
sendo que as primeiras ajudam a elevar os níveis de HDL, ou ?bom?
colesterol.
O diretor do congresso e medico pesquisador da ULL, Dr. Joan Sabati,
que primeiro descobriu que as nozes reduzem o risco de ataques do
coração mais de uma década atrás, ofereceu novos dados específicos
sobre o tópico declarando que o acréscimo de uma quarta parte de um
copo de nozes na alimentação quatro vezes por semana pode reduzir os
ataques cardíacos em 30 a 40 por cento. A apresentação de Sabati
indicou também que a lâmina marronzada que recobre as nozes, tal como
nos amendoins e amêndoas é a parte mais nutritiva.
O Dr. Peter Landless, diretor-associado dos Ministérios de Saúde da
Igreja Adventista, apresentou estudo sobre abstinência do álcool, outra
marca registrada do estilo de vida adventista. Ele disse que a despeito
de evidência de que o consumo limitado de álcool reduz o risco de
ataque cardíaco nos idosos, os alegados benefícios não superam os
miríades de efeitos negativos da substância. Ademais, trazer bebidas
alcoólicas para casa pode aumentar drasticamente a possibilidade de uma
criança se tornar um alcoólico no futuro, disse ele. De fato, o risco
de dependência alcoólica aumenta em 40 por cento se a criança tem
contato com o álcool antes de completar 14 anos.
No próximo ano os especialistas adventistas em saúde se reunirão em
Genebra, Suíça, com representantes da Organização Mundial de Saúde para
a primeira Conferência Internacional de Estilo de Vida.

March 10, 2008 London, England - Taashi Rowe/BUC/ANN
Fonte: Rede Adventista de Notícias