Quarenta e quatro por cento dos americanos, de modo geral, mudaram de religião ou abandonaram a fé
Em torno de 60 por cento dos americanos criados no que é definido
como "família adventista" de Igrejas, um grupamento de protestantes
dominados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, permanecem nessa
família como adultos, diz uma pesquisa marcante divulgada em 25 de
fevereiro.
Com base em entrevistas com mais de 35.000 americanos, com idades de 18
anos ou mais velhos, a Pesquisa do Panorama Religioso nos EUA,
compilado pela instituição 'Pew Forum on Religion & Public Life',
descobriu que a filiação religiosa nos EUA é ao mesmo tempo "bastante
diversificada e extremamente fluída". Contudo, "todas as famílias
denominacionais protestantes perdem um considerável número de adeptos
de infância para as fileiras dos não-afiliados", relataram os
pesquisadores.
Para propósitos do estudo, foi dito que "uma 'família denominacional' é
um conjunto de denominações religiosas e congregações relacionadas com
uma origem histórica comum". Juntamente com a Igreja Adventista do
Sétimo Dia, a "família adventista" listada pela pesquisa incluía várias
outras Igrejas que se desenvolveram a partir de divisões do movimento
milerita. Os adventistas do sétimo dia, contudo, compreendem a
esmagadora maioria desse grupamento; o monante de um milhão de membros
nos Estados Unidos ultrapassa por várias vezes o total combinado de
membros dos demais grupos dessa categoria.
Ao mesmo, o percentual daqueles que dizem que não são afiliados com
qualquer grupo ou tradição religiosa em particular subiu para 16,1 por
cento dos americanos, um aumento líquido de 8,8 pontos, segundo a
pesquisa.
"Consideráveis números daqueles criados em todas as religiões--do
catolicismo ao protestantismo para o judaísmo--são atualmente
desassociados com relação a qualquer denominação em particular",
declarou o documento. O número de "não-afiliados" é quase igual aos
18,1 por cento de americanos que alegam ser membros de Igrejas
protestantes tradicionais.
Adicionalmente, o relatório indicou que "o grupo que experimentou a
maior perda líquida foi a Igreja Católica. Ao todo, 31,4 por cento dos
adultos dizem que foram criados como católicos. Hoje, contudo, somente
23,9 por cento dos adultos se identificam com a Igreja Católica, uma
perda líquida de 7,5 pontos percentuais.
A entidade sem fins lucrativos "Pew Forum on Religion & Public
Life" "busca promover um entendimento mais profundo de questões na
intersecção de religião e assuntos públicos", segundo o website do
grupo, www.pewforum.org.
De acordo com uma comunicação do grupo à imprensa, "a pesquisa
descobriu que o movimento constante caracteriza o cenário religioso
americano, com os principais grupos religiosos simultaneamente ganhando
e perdendo adeptos. Os que estão crescendo como resultado de mudança
religiosa estão simplesmente ganhando novos membros a um índice maior
do que suas perdas. Por outro lado, os que estão tendo declínio de
números devido a mudança religiosa, simplesmente não estão atraindo
novos membros em número suficiente para compensar o número de adeptos
que estão deixando essas comunidades de fé em particular".
A educação adventista -- que se crê ser um dos maiores sistemas de
escolas paroquiais do mundo -- desempenha uma parte em ajudar os jovens
a permaneceram na fé, disse Debra Brill, vice-presidente para
ministérios da Divisão Norte-Americana da IASD.
"Os adventistas dão historicamente prioridade à qualidade de formação
religiosa para as crianças num currículo sistêmico que cobre desde o
nascimento até a educação superior", declara Brill. "A tradição fomenta
uma cultura que envolve muitos pais e filhos numa filiação vitalícia
com a Igreja Adventista do Sétimo Dia".
Monte Sahlin, especialista em crescimento da Igreja e diretor de
pesquisa para a Associação de Ohio, encontrou dados positivos no estudo
da Pew, bem como alguns pontos de preocupação.
"Este estudo mostra que a IASD compartilha 0,4 da população e o último
estudo de monta desse tipo [da Pesquisa de Identificação Religiosa
Americana, de 2001] descobriu que então tinha 0,3 por cento. Ao longo
dos últimos sete anos, a Igreja Adventista nos EUA aumentou sua parcela
da população em somente um terço", observou Sahlin.
Contudo, ele acrescentou, o "potencial de dados negativos é a clara
evidência de um problema de apostasias. O estudo de 2001 descobriu que
73 por cento dos que são criados na Igreja Adventista permaneciam, e
isso declinou para 60 por cento. A tendência das novas gerações de
adventistas de não se ligar à denominação está acelerando".
O que fazer? "A coisa mais importante que podemos aprender desse tipo
de estudo é o ambiente religioso mutante dentro do qual precisamos
realizar a missão que Deus nos designou", disse Sahlin.
"Os segmentos de maior crescimento são formados por aqueles que optam
por nenhuma religião e os que se unem a congregações não-filiadas a
qualquer denominação", ele acrescentou. "Há pouco evangelismo real
ocorrendo, em termos de se ganhar porções significativas de descrentes
e/ou não-filiados para corporações de fé de base protestante bíblica.
"Precisamos levar a sério o trabalho de missões numa América secular,
pós-denominacional e parar de ficarmos nas mesmas iniciativas vez após
vez".

February 28, 2008 Silver Spring, Maryland, United States
Mark A. Kellner, Adventist Review/ANN
Fonte: Rede Adventista de Notícias